Cuide da saúde oral no escritório





Durante o dia de trabalho, a saúde oral é por vezes relegada para segundo plano, com possíveis consequências a médio e longo prazo, quer do ponto de vista das doenças dentárias, quer do foro gastrointestinal e cardíaco. Importa por isso, reforçar a ideia da necessidade da realização de três escovagens diárias, para prevenir a emergência de problemas dentários, explica Inês Figueiredo, médica dentista. Embora "O ideal seja as pessoas lavarem os dentes após as refeições". Entraves? Na opinião da especialista, a cultura portuguesa explica a menor permeabilidade face à criação e manutenção de regulares hábitos de higiene oral. Afirma que actualmente " a maioria das pessoas não lava os dentes a seguir ao almoço, pois é muito mais fácil mascar uma pastilha elástica.". A opção rápida pela pastilha sem açúcar pode servir eventualmente como complemento de higiene oral, porque ao mascar remove a placa bacteriana, mas não substitui a escovagem, realça.

É fundamental sensibilizar igualmente as pessoas para a necessidade de consultarem duas vezes por ano o seu dentista, para prevenirem futuros problemas dentários. "Da mesma forma que fazem as análises anuais de rotina, deviam também ter o hábito de ir ao dentista. Mas, esse hábito não existe...".
Apesar de bons hábitos de higiene oral poderem fazer a diferença, a variável qualidade dos dentes dever ser também considerada por influenciar a maior ou menor susceptibilidade que os indivíduos têm de desenvolverem cáries e outras afecções da boca.

 

DIETA DE MÃOS DADAS COM A HIGIENE ORAL 

O seguimento de uma determinada alimentação interfere, de alguma forma, com a saúde oral, mas não é o factor determinante. Até porque, o mais importante é realizar as três escovagens recomendadas, afirma Inês Figueiredo. Refere, contudo, que é conveniente conhecer alguns dos alimentos que – caso não se verifique a escovagem- poderão facilitar mais a formação de placa bacteriana. São eles as bolachas e os chocolates. "Se este tipo de alimento não for logo retirado, forma placa bacteriana e pode originar a cárie ou outras patologias", justifica. Sem fundamentalismos, a médica dentista afirma que se pode comer de tudo, inclusivamente, este tipo de alimentos com açúcar, mas num contexto de hábitos regulares de higiene oral e de visita regular ao dentista. "Deve apostar-se na prevenção como se faz em outros países", remata.



PROBLEMAS DA ESCOVAGEM INTENSA

Escovar, mas com segurança. A ideia é simples, mas nem sempre praticável. E pode prejudicar a saúde oral, nomeadamente, desgastar o esmalte, explica Inês Figueiredo que recomenda o uso de uma escova média por pessoas sem gengivite e de uma suave pelas que apresentam este problema.
Segundo afirma "o problema não tem a ver com a frequência da escovagem, mas sim com a força produzida ao lavar os dentes". Para garantir uma melhor saúde oral, a especialista aconselha as pessoas a mudarem regularmente de escova de dentes. Este é um "pormenor importante, porque a escovagem regular com uma escova gasta torna-a ineficaz. Por isso, já aconteceu pedir aos meus doentes para trazerem a escova para verificar qual o seu estado".

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