Odonto Geriatria





Os avanços na medicina e na própria odontologia fazem com que a qualidade de vida das pessoas que estão na terceira idade, possa desfrutar de benefícios que as gerações anteriores não tiveram oportunidade de aproveitar. É o que diz o cirurgião dentista Alexandre Lyra, do Instituto de Pesquisa e Odontologia Integrada - Ipoin

A população de idosos no Brasil e no mundo tem crescido em ritmo acelerado. O cirurgião dentista deve estar atento a esse fato e ampliar seus conhecimentos na área da odontogeriatria para proporcionar um tratamento correto, eficaz e com o máximo de conforto ao paciente idoso, visto que o atendimento a essas pessoas requer mais atenção no momento de se estabelecer o diagnóstico, bem como na execução do tratamento. Deve-se ter em mente que os idosos geralmente apresentam uma grande variação no que se refere às condições sistêmicas, psicológicas e sociais, além de serem portadores de várias alterações decorrentes do processo natural de envelhecimento.

O dentista, hoje, tem um compromisso muito maior do que garantir dentes em perfeito estado para a mastigação. É preciso que as restaurações protéticas cumpram uma função principal: possibilitar uma mastigação eficiente, com gengivas saudáveis e dentes com bom aspecto. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a população do mundo com idade acima dos 65 poderá dobrar até 2020. O Brasil será, em 25 anos, a sexta população de idosos do mundo.

Quanto mais longa é a vida média da população, mais importante se torna o conceito de qualidade de vida, e a saúde bucal tem um papel relevante nesse contexto. Saúde bucal comprometida pode afetar o nível nutricional, o bem-estar físico e mental e diminuir o prazer de uma vida social ativa.

O paciente idoso que chega aos consultórios não perdeu ainda todos os seus dentes nem aceita perdê-los. Com os conceitos de prevenção e a melhora na prática odontológica, ele tem melhor saúde bucal. Além disso, o nível de exigência leva o profissional a buscar tratamentos cada vez mais sofisticados que correspondam à expectativa do paciente e satisfaçam tanto a função e a saúde como o conforto e a estética dos dentes. Algumas pessoas não sorriem para não mostrarem dentes defeituosos, e é comum observar que muitos levam a mão à frente da boca quando o sorriso torna-se inevitável.

A preocupação com o idoso atualmente, deve ser com o todo. Não se pode deixar de relacionar os dentes, a boca, o estado de saúde e o estado emocional do paciente. Muitas doenças se manifestam na mucosa e na língua. Dores musculares, articulares e de cabeça podem estar relacionadas com o bruxismo (ranger os dentes) devido ao estresse. E outras enfermidades comuns ao paciente idoso apresentam consequências bucais para as quais o cirurgião-dentista deve estar atento, a fim de minimizar interferências no tratamento odontológico. Doenças como: o câncer, a artrite, o diabetes e o mal de Parkinson. O paciente de terceira idade é diferente de um paciente jovem, pois toda a sua experiência de vida exerce influência direta no diagnóstico e no plano de tratamento.

Segundo Alexandre Lyra, as alterações no paladar e olfato causadas pelo envelhecimento não foram definitivamente comprovadas, porém, há evidências de que o envelhecimento normal diminui a capacidade desses dois sentidos. O número de papilas gustativas começa a diminuir por volta dos 40 a 50 anos de idade nas mulheres e dos 50 a 60 anos nos homens, sendo que cada papila gustativa restante também começa a perder massa (atrofia). Em caso de perda da sensibilidade gustativa, geralmente perde-se primeiro os sabores salgado e doce; os amargos e ácidos permanecem um tempo um pouco mais longo. "Por isso, muitos idosos de queixam constantemente de boca amarga", ressalta o especialista.

O especialista diz que, perder os dentes e usar dentaduras não é consequência natural da idade. A cavidade oral sofre alterações com a idade, como a diminuição da saliva, uma maior probabilidade de acúmulo de germes bucais e, até mesmo, uma retração gengival (deslocamento da gengiva), mas esses são problemas que podem ser evitados se houver uma boa prevenção. "A secura bucal é um dos incômodos da terceira idade e que, muitas vezes, pode trazer desconfortos como mau hálito, ardência e até ulcerações. Entretanto, essa alteração na produção de saliva está muito mais relacionada ao uso de medicamentos para tratamento de doenças crônicas do que com o envelhecimento em si. Um médico deve ser consultado para ver se há outra opção de medicamento. Em alguns casos, a secura da boca pode ser suavizada com contínuos goles de água, com o mascar caramelos sem açúcar ou estimular com gelo triturado colocado embaixo da língua", explica Alexandre Lyra. [www.ipoin.com.br ].

Fonte; Odonto Geriatria




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