Mau hálito provoca diminuição da qualidade de vida






Segundo estudo realizado por pesquisadores da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO) foi constatado que a halitose (mau hálito), mesmo não sendo uma doença, provoca mudanças comportamentais significativas.

O problema interfere nas relações interpessoais, na espontaneidade e autoestima das pessoas, o que pode comprometer o seu bem-estar e a sua saúde emocional. É notório que situações como esta resultem em perda de qualidade de vida, dizem os pesquisadores.

A pesquisa foi realizada em clínicas particulares no território brasileiro, com cerca de 120 entrevistados, utilizando um questionário objetivo onde foi possível mensurar que a maioria (88%) considera que a halitose tenha provocado mudanças em sua vida. Sendo 36% no âmbito social, 30% afetivo e/ou 31% profissional. Eles acreditam que a halitose os tenha tornado retraído (23%), inseguro (26%), com baixa autoestima (14%), antissociais (14%), tristes (10%), deprimidos (5%) e/ou extremamente tristes (3%).

Outro fator importante que a pesquisa revelou, é que a população deve falar abertamente sobre este assunto. Avisar, sem receios, à pessoa que possui o hálito alterado. Os benefícios deste ato serão bem maiores que qualquer constrangimento que possa haver, pois a pesquisa revelou que, após sentirem um eventual constrangimento, 93% dos portadores de mau hálito desenvolveram um sentimento de gratidão e admiração com relação à pessoa que lhes avisou, por terem sido comunicadas de seu problema e, permitir-lhes assim, procurar ajuda.

Membros da ABPO sugerem algumas dicas para evitar a halitose:

- Realizar pequenas refeições a cada 03 horas, pois jejum prolongado pode comprometer seu hálito;

- Evitar alimentos que contribuam para o ressecamento bucal (muito salgados, quentes ou condimentados);

- Evitar o consumo excessivo de alimentos com odor carregado ou contendo enxofre em sua composição (ex: alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis...), gorduras e frituras em geral; de ação estimulante (café, refrigerantes tipo "cola", achocolatados); ricos em proteínas (carne vermelha, leite e derivados), dentre outros;

- Ter uma dieta balanceada, incluindo uso de alimentos duros e fibrosos;

- Evitar álcool e fumo em excesso;

- Ingerir líquidos com preferência para água (média de 2 litros/dia);

- Realizar adequada higiene bucal (incluindo limpeza da língua) e evitando o uso de soluções para bochecho com álcool na composição;

- Visitar o dentista semestralmente, prevenindo assim problemas dentários e gengivais (ex: tártaro, sangramentos...);

- Realizar exames de saúde geral (check-up) anualmente;

- Praticar atividades físicas;

- Reduzir o estresse.

Fonte: Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO).

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