Dente é fonte viável para obtenção de DNA, diz estudo




O dente é fonte viável para obtenção de amostra de DNA, na condição in vivo. É o que mostrou a pesquisa realizada pelo cirurgião-dentista e biomédico Leonardo Soriano de Mello Santos, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp. O principal objetivo do estudo foi constatar se os dentes na condição in vivo constituem amostra viável para obtenção de perfis genéticos de DNA, para que variáveis dessas condições possam ser analisadas tendo o trabalho como referência.

A constatação do dente como a estrutura do corpo humano mais preservada em alguns eventos pós-morte, como por exemplo, corpos carbonizados, dilacerados, em estado avançado de decomposição e a identificação humana pós-morte ser uma das grandes áreas de estudo e pesquisa da Odontologia Legal, foram algumas das razões que motivaram o estudo.

Mas, segundo o pesquisador, em pessoas vivas, é recomendável a utilização de outros tipos de protocolos, como por exemplo, de sangue, de saliva, de tecido muscular, de cartilagem, uma vez que são mais simples de se trabalhar, obtendo-se os mesmos resultados. O cirurgião-dentista destacou que trabalhar com o protocolo de sangue é mais simples: “Se houver a possibilidade de utilizar outro tipo de tecido, é melhor. Em casos extremos como na ausência de sangue, cartilagens entre outros meios, o dente se torna fonte viável para obtenção de DNA”. De acordo com o CD o próximo passo da pesquisa será avaliar as variáveis em relação ao tempo decorrido da morte.

A pesquisa consistiu na análise dos dentes de 18 pacientes, cujo resultado foi traçado um paralelo com o protocolo de amostra de sangue. O estudo foi desenvolvido durante dois anos; contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e foi realizado no laboratório de DNA Forense da Polícia Civil em Vitória (ES).

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