Dentista deve cuidar da saúde bucal e geral do paciente




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Atendimento a paciente em clínica odontológica da Unicamp (Foto: Divulgação)

Um profissional com habilidades manuais e especialista no tratamento bucal das pessoas. O trabalho de um odontologista vai além da definição dessa primeira frase. Trabalhador da área de saúde, um dentista deve ter formação humanista e estar atento ao bem-estar do paciente para lhe oferecer o tratamento adequado.

"Para ser dentista, é preciso gostar de lidar com pessoas, porque ele não trata só do dente, da boca, ele trata do paciente como um todo", define Luciano Artioli Moreira, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (AbcdBrasil).


A profissão, tema do Guia de Carreiras desta semana, possui 200 mil graduados no Brasil e a cada ano ganha cerca de 15 mil novos cirurgiões-dentistas (classificação dos recém-formados), segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O Sudeste concentra 62% do total de dentistas. O grande número de profissionais aliado à má distribuição deles nas várias regiões do país torna o mercado de trabalho competitivo e deficiente de vagas, principalmente nos grandes centros.

Nesta reportagem você vai saber mais sobre as áreas de atuação da odontologia e ler uma entrevista com Fábio Bibancos. Conhecido como dentistas dos famosos, ele diz que o sucesso é resultado de um trabalho árduo e que o caminho da odontologia, atualmente, é se voltar para o atendimento popular.

"Para ser dentista, é preciso gostar de lidar com pessoas, porque ele não trata só do dente, da boca, ele trata do paciente como um todo", define Luciano Artioli Moreira, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (AbcdBrasil).


Representantes de associações de classe também apontam o atendimento popular como uma área em destaque atualmente, principalmente no setor público. Segundo as associações, mais profissionais estão procurando reforçar a formação em clínica geral para atender essas pessoas.

 Especialidades

Há 19 especialidades reconhecidas pelo CFO. De acordo com o conselho, a maioria dos profissionais se especializa em ortodontia, implantodontia, prótese e ortopedia funcional dos maxilares. Essas áreas concentram o maior número de atendimentos no país. Entre as tendências do mercado destacam-se a odontogeriatria, devido ao envelhecimento da população, a odontologia estética e o atendimento voltado a pessoas com necessidades especiais.



 Curso

O curso é de tempo integral e sua duração varia de quatro a cinco anos de acordo com a universidade. Segundo as diretrizes do Ministério da Educação (MEC buscar), 20% da carga horária total deve ser destinada a estágios curriculares.

A maioria das instituições de ensino possui clínicas para que seus alunos possam aplicar o conhecimento teórico recebido sob supervisão de professores. Nas entidades públicas, há atendimento gratuito para a população. Antes de ter contato com os pacientes, os estudantes aprendem as técnicas em laboratório usando manequins de bocas.

Na maior parte das universidades, o primeiro ano da graduação é destinado a disciplinas básicas como microbiologia, biociências, genética, imunologia, patologia, entre outras. A partir do segundo ano do curso, os estudantes já começam a ter disciplinas práticas e a atender pacientes.

Na Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp buscar), as disciplinas teóricas e práticas são integradas e o atendimento clínico também. "Os alunos fazem todos os procedimentos e interagem com professores de várias áreas da odontologia", explica o coordenador do curo, professor Enilson Antonio Sallum.

Na Universidade Federal do Paraná (UFPR buscar) há três clínicas diferentes. Duas são de especialidades e outra é integrada, faz atendimentos diversos. A Universidade Federal do Ceará (UFC buscar) também possui consultórios segmentados e outros integrados. A instituição cearense conta ainda com uma emergência odontológica.

De acordo com os professores, para ser um bom profissional, o estudante deve continuar sua formação após a faculdade e se atualizar sempre, pois os tratamentos se modernizam ao longo dos anos. "Tem que estudar muito o resto da vida, ler todo dia, fazer cursos e acessar a internet", diz o coordenador do curso da UFPR, Jayme Bordini Júnior.



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