Chances de jovem ter cárie dobram em municípios onde a taxa de procedimentos individuais preventivos é menor




 

Usando dados obtidos no inquérito epidemiológico Saúde Bucal Brasil, realizado entre 2002 e 2003, Roger Keller Celeste, Paulo Nadanovsky e Antonio Ponce De Leon desenvolveram um estudo para avaliar a associação entre as atividades odontológicas preventivas do serviço público de odontologia e a saúde bucal de jovens. Os autores selecionaram informações de 4.033 indivíduos, de 15 a 19 anos, residentes em 85 municípios do Rio Grande do Sul.
Segundo o artigo publicado em 2007 na Revista de Saúde Pública, os autores, do Instituto de Medicina Social da UERJ, investigaram as variáveis "idade, sexo, renda, escolaridade, tempo desde a última visita ao dentista, motivo da visita e presença de flúor na água de abastecimento". Eles também coletaram dados sobre as atividades odontológicas do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde.
Com isto, os pesquisadores identificaram que os indivíduos dos 21 municípios com menores taxas de procedimentos individuais preventivos - limpeza + flúor + selante - tiveram 2,27 vezes mais chance de ter uma cárie não restaurada do que os residentes dos 21 municípios com maiores taxas. Vale destacar que a taxa passou para 1,76 quando foram ajustados os fatores individuais e contextuais.
Desta forma, os autores entendem que embora o serviço público de odontologia do estado investigado possa ter contribuído para a redução do número de cáries não restauradas em jovens, "não foi possível detectar influência desse serviço na experiência total da cárie", concluem na publicação.
Fonte: Agência Notisa


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